Vital defende a adoção de medidas para diminuir o número de mortes por obesidade

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), membro da Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde – CASSAUDE, como incentivador de medidas para conter o aumento no número de mortes no Brasil ocasionadas por doenças relacionadas à obesidade, teve atendido por parte do Ministério da Saúde um dos seus pleitos onde reivindicava redução de 18 para 16 anos a idade mínima para as pessoas que precisam de uma cirurgia bariátrica, em casos que há risco de morte do paciente.
Segundo Vital, a medida teve por base estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre os adolescentes, como a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), que verificou que na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, o índice estava em 3,7%.
Permanece a orientação de utilizar a cirurgia bariátrica, no Sistema Único de Saúde (SUS), como último recurso para perda de peso. Antes de fazer a cirurgia, o paciente entre 16 e 65 anos deve passar por avaliação clínica e cirúrgica e ter acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, o paciente é submetido a uma dieta e, se os resultados não forem positivos em relação a esse e outros métodos convencionais, a cirurgia é recomendada.

Vital que é médico disse que para esse plano dar certo é necessário haver o engajamento de todos os setores sociais desde a indústria, escola e, principalmente, o papel das famílias é que é primordial. “Temos que mudar velhos hábitos de vida: mostrando a população a importância de uma alimentação saudável e exercícios físicos. Por isso louvo a iniciativa do Ministério da Saúde que está desenvolvendo medidas relevantes para promoção da saúde”, afirmou.

O senador peemedebista já revelou no Congresso Nacional a obrigação do parlamento de regulamentar leis que adotem medidas para coibir os alimentos muito calóricos e gordurosos nas estruturas públicas, “evitado que escolas e hospitais tenham em seus cardápios alimentos que propiciem o desenfreado problema que começa na infância, passa pela adolescência e consomem os adultos”.

Vital do Rêgo citou estudos segundo os quais o Brasil, se não adotar medidas urgentes, atingirá o mesmo padrão de obesidade da população dos Estados Unidos, em 2022. “Além de favorecer a diabetes, a obesidade também é considerada fator de risco para alguns tipos de câncer, outra doença cujo índice de mortalidade aumentou 4% no País entre 1995 e 2007, cujas causas se dão exclusivamente pelo envelhecimento e sedentarismo da população”.

Ele concluiu alertando para o fato de o problema da obesidade já atingir o Brasil “de forma preocupante”, provocando reflexos nas estatísticas de mortalidade. “O Ministério da Saúde aponta um crescimento de 10% das mortes provocadas por diabetes mellitus entre 1996 e 2007. A doença, intimamente associada ao aumento de peso, é a terceira causa de mortalidade no Brasil, atrás de doenças cerebrovasculares (como derrame) ou do coração. Em 2005, ela ocupava o quarto lugar neste mesmo ranking”, finalizou.

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