Permanece a orientação de utilizar a
cirurgia bariátrica, no Sistema Único de Saúde (SUS), como último
recurso para perda de peso. Antes de fazer a cirurgia, o paciente entre
16 e 65 anos deve passar por avaliação clínica e cirúrgica e ter
acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse
período, o paciente é submetido a uma dieta e, se os resultados não
forem positivos em relação a esse e outros métodos convencionais, a
cirurgia é recomendada.
Vital que é médico disse que para esse
plano dar certo é necessário haver o engajamento de todos os setores
sociais desde a indústria, escola e, principalmente, o papel das
famílias é que é primordial. “Temos que mudar velhos hábitos de vida:
mostrando a população a importância de uma alimentação saudável e
exercícios físicos. Por isso louvo a iniciativa do Ministério da Saúde
que está desenvolvendo medidas relevantes para promoção da saúde”,
afirmou.
O senador peemedebista já revelou no
Congresso Nacional a obrigação do parlamento de regulamentar leis que
adotem medidas para coibir os alimentos muito calóricos e gordurosos nas
estruturas públicas, “evitado que escolas e hospitais tenham em seus
cardápios alimentos que propiciem o desenfreado problema que começa na
infância, passa pela adolescência e consomem os adultos”.
Vital do Rêgo citou estudos segundo os
quais o Brasil, se não adotar medidas urgentes, atingirá o mesmo padrão
de obesidade da população dos Estados Unidos, em 2022. “Além de
favorecer a diabetes, a obesidade também é considerada fator de risco
para alguns tipos de câncer, outra doença cujo índice de mortalidade
aumentou 4% no País entre 1995 e 2007, cujas causas se dão
exclusivamente pelo envelhecimento e sedentarismo da população”.
Ele concluiu alertando para o fato de o
problema da obesidade já atingir o Brasil “de forma preocupante”,
provocando reflexos nas estatísticas de mortalidade. “O Ministério da
Saúde aponta um crescimento de 10% das mortes provocadas por diabetes
mellitus entre 1996 e 2007. A doença, intimamente associada ao aumento
de peso, é a terceira causa de mortalidade no Brasil, atrás de doenças
cerebrovasculares (como derrame) ou do coração. Em 2005, ela ocupava o
quarto lugar neste mesmo ranking”, finalizou.

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