Sem ambições no Brasileiro, a expectativa criada para o jogo Cruzeiro e
Santos, na noite deste sábado, na Arena Independência, foi construída
em torno de um duelo entre Montillo e Neymar, craques dos dois times. O
meia argentino teve atuação discreta. Clique AQUI e Curta o Araruna Online no Facebook
A estrela santista, no entanto,
fez sua parte com sobra, deu espetáculo e marcou três gols na goleada,
por 4 a 0, e como recompensa foi reverenciado pelos castigados
torcedores celestes, que gritaram seu nome.
E os tentos marcados diante do goleiro Fábio levaram Neymar a superar
Kléber Pereira, como o segundo maior artilheiro santista na história dos
Brasileiros, com 52 gols. “Fico feliz, é mais uma meta alcançada, mas o
que procurou é ajudar a equipe”, minimizou Neymar. Ao ser indagado que o
primeiro colocado é Pelé, o jovem santista, abriu um sorriso e
disparou: “Pelé não tem como”.
Depois de três jogos sem triunfo no Brasileiro, o Santos mostrou
vontade, desde o início da partida. O Cruzeiro também. Mas ao time
anfitrião faltou futebol. Montillo não se achou em campo, mas, o grave
foram os muitos erros individuais, especialmente dos zagueiros Matheus e
Rafael Donato. E o reencontro da equipe celeste com a torcida
belo-horizontina, no Independência, depois de cumprir perda de mando de
quatro jogos no Melão, em Varginha, não foi o que os celestes esperavam.
Tanto que a partir do segundo gol santista, aos 36 min do 1º tempo, os
cruzeirenses aumentaram a intensidade das vaias.
Elas começaram antes, destinadas especialmente aos volantes Charles e
Sandro Silva, dois dos três marcadores escalados por Celso Roth no
meio-campo celeste. Depois do segundo gol de Neymar, que aproveitou
incrível falha do zagueiro Matheus, as críticas foram generalizadas e
atingiram também ao técnico Celso Roth. O desentendimento em campo era
evidente, tanto que Montillo e Sandro Silva discutiram aos gritos.
O primeiro tempo até que havia começado equilibrado, situação que durou
pouco. Logo aos 11 min, Neymar abriu o marcador, em um lance em que os
cruzeirenses reclamaram de uma inversão de um lateral, que seria
favorável ao time da casa. A arbitragem deu para o Santos, Arouca fez a
jogada pela direita e cruzou para o camisa 11 colocar a bola nas redes. O
Cruzeiro até que tentou chegar ao empate, mas não teve forças.
Pior. Depois de desperdiçar chances incríveis, com Arouca e Neymar, o
time de Muricy Ramalho fez o segundo e a partir daí a equipe celeste não
se encontrou em campo. “Temos de esquecer o primeiro tempo e começar
tudo de novo”, disse Fabinho, pouco antes do recomeço da partida. O
atacante foi colocado por Celso Roth na vaga do volante Sandro Silva. “A
única coisa que a torcida não vaie. Não adianta vaiar”, afirmou
Charles. Ele não foi ouvido. Sobraram vaias na etapa final, diante do
show de Neymar e companhia.
Se o primeiro tempo celeste foi para ser esquecido, o do Santos foi
para ser valorizado. “Nosso primeiro tempo foi maravilhoso, espero
continuar forte no segundo, para a gente sair com a vitória”, comentou
Neymar. E logo no início da etapa final, o astro santista quase fez o
terceiro, após falha de Rafael Donato e parou em outra boa defesa de
Fábio. Aos 8 min, Neymar não fez o gol, mas a linda jogada e a
assistência para Felipe Anderson.
Enquanto a torcida cruzeirense, que compareceu em bom número, na
expectativa de ver uma "partida digna' do seu time, como apregoaram os
jogadores da equipe, durante a semana, perdia a paciência e vaiava com
força, os jogadores em campo tentavam equilibrar as ações. A entrada de
Willian Magrão na vaga de Rafael Donato, protegendo a zaga que passou a
ser formada por Matheus e Leandro Guerreiro, tranquilizou um pouco a
situação defensiva.
O Santos também colaborou para isso, ao diminuir o ritmo. E o Cruzeiro
até que teve chances para marcar gols. Rafael fez sua parte quando
exigido, a trave salvou um chute de Anselmo Ramon e Galhardo evitou
outro em cima da linha. Os gritos de "burro" cresceram de volume quando
Celso Roth tirou Martinuccio para a entrada de Wellington Paulista.
O Cruzeiro se esforçava, enquanto o Santos administrava o resultado,
que o levou aos 46 pontos, três a mais que o Cruzeiro. Mas com Neymar em
campo há sempre a possibilidade de mais e ele fez o seu terceiro, aos
37 min. Foi reverenciado pelos torcedores do Cruzeiro, que gritaram o
seu nome e, depois, eles pediram em coro a saída de Celso Roth. Com três
derrotas consecutivas, o time celeste permanece com 43 pontos, caiu
para a 11ª posição.
UOL

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